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Amazônia

Updated: Nov 1, 2021

AULA #12 | Diário de Bordo Curso YCL 2021.2

É natural que quando invoquemos a imagem da Amazônia tenhamos algumas características internalizadas e, com toda certeza, na ponta da língua estaria o desmatamento. Porém, na aula com a Kátia Schweickardt sobre a região amazônica tivemos a oportunidade de rever nossos conceitos e de pensar de uma forma menos romantizada sobre esse assunto que é pauta no mundo, quando tocamos no tema da sustentabilidade.


Por meio de uma trajetória histórica, fomos compreendendo diferentes fases que assolaram o território, passamos pelo primeiro Ciclo da Borracha, que era voltado para a Europa, pelo segundo que foi impulsionado pelas indústrias americanas (fator desencadeador da marcha para o Oeste), também escutamos a política de desenvolvimento de JK para a região nos anos de 1960, onde tivemos a origem da Zona Franca de Manaus, até chegarmos nas disputas e conflitos por terra nos anos 80 e nos 90 na ECO-92, período no qual a soja estava no auge.


Quando entendemos o contexto de exploração, conseguimos perceber algumas nuances com relação a degradação da Amazônia, principalmente pela questão da soja e da agropecuária, mas por outro lado descobrimos que não podemos falar de apenas uma “Amazônia”, temos diferentes pessoas, frentes e contextos, 9 Estados fazem parte desse ecossistema, com 28,2 milhões de habitantes. Desse modo, dentro desse panorama, devemos buscar nos conectar com essas pessoas e histórias, para sair da imagem da região apenas como uma zona de desmatamento.


Temos uma Bioeconomia e uma potência humana viva nos Estados que compõem a Amazônia Legal, que só precisam de investimento adequado para prosperar, estimativas apontam que os fatores bioeconômicos poderiam gerar um montante acima da casa do bilhão por ano, entretanto, antes seria necessário mudar o mindset de prosperidade ligado a adoção da pecuária.


A Educação para a Sustentabilidade seria um dos pilares para que a nova geração e as mais velhas conseguissem enxergar o poder bioeconômico, que prevê uma Amazônia de pé e não no chão como vem ocorrendo com a agropecuária, assim sendo, temos que prezar pela retenção de doutores e pesquisadores na região, como por outro lado também devemos nos conectar com as diferentes culturas e realidades que compõem o local, para entender a região amazônica precisamos estar atentos as vidas que habitam nela e suas vontades.




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