Hub YCL Amazonas promove webinar sobre Ciência e Arte

Escrito por Ellen Mafra


Você já pensou de que forma a ciência e a arte se relacionam? Afinal, como a arte pode contribuir na conscientização sobre as mudanças climáticas?


No dia 18 de fevereiro, ocorreu o webinar “Ciência e Arte: a crise climática em foco”, promovido pelo Hub YCL Amazonas com o apoio do Fundo Casa Socioambiental. O evento contou com a participação da atriz Estela Silva (Engajamundo) e do multiartista Thiago Cóstackz, (S.O.S Terra).


A mediadora Ellen Mafra, coordenadora do Hub Amazonas, iniciou a conversa abordando o encontro entre ciência e arte ao longo da história, desde a escolha e estudo dos melhores materiais para fazer as pinturas nas paredes das cavernas, o estudo da anatomia humana para pinturas e esculturas, até o surgimento do movimento artístico chamado arte ambiental, em 1960, ligado a perda do contato do homem com a natureza, o crescimento da urbanização e a compreensão das questões ambientais da época.


Povo Potiguara. crédito: Rafatravelbrasil

Thiago relembrou a sua infância em Ceará-Mirim, no Rio Grande do Norte, e como a região e o povo potiguara foram impactados chegada da indústria canavieira, o que motivou a se tornar um ativista ambiental, ainda com 10 anos de idade. Aliado a esse incômodo com o que observava ao seu redor, surgiu seu lado artístico de forma instintiva transformando materiais, se comunicando através do que produzia com suas mãos e com o corpo.


Estela também compartilhou que cresceu numa esfera familiar artística em torno da dança e, posteriormente, ingressou no teatro. Sendo uma criança do subúrbio, sempre se sensibilizou com problemas que observava a sua volta e aos 19 anos, quando foi estudar em Nova York, se deparou com o impacto do desenvolvimento na sociedade principalmente na produção de lixo, motivando-a a iniciar um ativismo mais voltado para pautas ambientais.


E como a arte pode ser usada como ferramenta de conscientização? Para Thiago, a arte não nasce para ser ativista, mas toda arte é política, pois ainda que não seja a intenção do artista, ela torna-se o espelho da sociedade, do tempo e da sua civilização naquele momento. Dessa forma, hoje seria difícil produzir arte ignorando a questões de mudanças climáticas, gênero, inclusão de minorias, a defesa dos povos e suas origens.


Além disso, foi discutido sobre o espaço que a arte vem tomando ao longo dos anos, saindo das galerias e dos museus para tomar conta das ruas através das intervenções urbanas, além das produções audiovisuais que abordam questões ambientais. Sobre isso, Estela aponta que:


A arte não fala com o racional, portanto quando alguém a recebe está mais aberta às informações passadas, atingindo o espectador de forma mais profunda, efetiva e livre de julgamentos.

Por fim, ressaltamos que é papel de todos usar as tecnologias para nos conectar e atingir o maior número de pessoas, ajudando a derrubar as barreiras que impedem a democratização da arte e do artivismo, criando nossos espaços para levantar pautas ambientais e apoiar artistas e produções artísticas que trazem essas mensagens.


Você pode assistir ao webinar “Ciência e Arte: a crise climática em foco” na íntegra aqui:


Antes de ir embora, um recado: Se você acredita na importância de orientar profissionais emergentes do clima, considere fazer uma doação para o YCL, e nos ajude a alcançar o maior número possível de pessoas!

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